21 de fev. de 2015

Mini Imagine - Gilmar Araújo




Sete e meia! Esse foi o horário em que meu relógio despertou-me do meu tão rico sono, me levantei cambaleando por conta do sono e fui até o banheiro. Assim que cheguei lá lavei meu rosto e escovei os dentes. Depois da higiene matinal caminhei até a varanda da minha casa e encontrei meu notebook com uma xícara de café, minha mãe sempre fazia isso. 
 Me sentei e então comecei a digitar o formulário do emprego novo, já que todos da minha impressa serão dispensados em três semanas. Estava no meio do formulário quando lembrei o quão o dia de hoje seria especial, um frio na barriga tomou conta e eu suspirei pesadamente já sentindo minhas mãos soar, hoje será uma data única para mim e para meu namorado Gilmar e eu quero que tudo seja especial, nossa primeira vez juntos! Bom para mim é a primeira vez já para ele eu não sei e nem quero saber, não quero saber com quem ele esteve antes de mim.
 Eu sei que Gil, nunca vai me machucar mas é meio inevitável não pensar nisso, toda vez que a imagem do meu antigo namorado em cima de mim tentando alguma coisa vem a minha cabeça o medo toma conta de mim, conversei com Gil antes e contei o quão insegura eu me sentia em relação a sexo, tenho medo que me machuquem, ou sei lá, vão embora no dia seguinte. Isso não é do feitio do Gilmar, mas de uma coisa eu sei.. As pessoas fingem muito bem.

 ''passei no mercado e comprei algumas coisas para nós! quer algo especial? xx Gil '' 

 ''Não bb, obrigado :) ''

 Faltam cinco horas para as nove ainda mas eu já estou tão nervosa, não quero estragar tudo e estou tentando ficar calma ao máximo. Acabei o formulário e fechei o notebook, peguei o mesmo e entrei para dentro. Eu ainda tinha algumas horas antes do meu pai chegar então resolvi ir até uma loja próxima do centro comprar uma lingerie, sexy ?! ... 
 Cheguei na loja e havia algumas mulheres conversando e escolhendo lingerie, elas devem estar se perguntando o que uma menina de 17 anos faz aqui? Senti meu rosto corar um pouco e então caminhei para a ala 'P' das lingeries, não havia muitas pessoas na ala P, na verdade não tinha ninguém!
 Uma moça bonita com cabelos castanhos se aproximou sorrindo, coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha e dei um sorriso tímido 

- Olá querida, no que posso ajuda-la?

 - Oi.. é .. bom! eu quero uma lingerie, bonita - dei ênfase no 'bonita -

 - Entendi, noite especial né? - assenti corada - 

 Acompanhei ela até uma sala mais reservada e a mesma venho com um mostruário de lingeries, coisa que eu nem sabia que existia 

 - Qual seu nome? - 
- Então, pelo o que eu vi seu tamanho é P, temos aqui uns sutiãs que iram realçar seus seios e te deixaram mais sexy! entende ?

 - Sim, claro - corei - 

 - Não sinta-se envergonhada querida todas viemos aqui a procura da mesma coisa. Mas lembre-se só faça isso por amor . 

 - Com certeza é por amor - sorri - é.. moça é normal se sentir insegura ?

 Ela me olhou e então sorri , a mesma me pegou pela mão e então nos sentamos em um sofá, Geisa como dizia o seu crachá começou a contar sua história com seu primeiro namorado que é seu marido agora, ela me explicou que é super normal se sentir insegura, que o anormal é não sentir nada. 
A mesma me deu conselhos e me disse coisas que com toda certeza minha mãe não falaria, a verdade é que minha mãe não quer que eu cresça.
 Nunca falamos sobre sexo na família e Deus me livre em namoro, eu sei que é errado mas eu e o Gil namoramos escondido a cinco meses, mas eu amo tanto esse garoto que eu não posso nem cogitar em contar para meus pais e eles me proibirem de ver ele.
O dia passou voando e agora o relógio da parede já marca 8:34, me olhei no espelho e passei a mão na barra do vestido levantando um pouco vendo a ponta da lingerie já. Soltei meu cabelo que estava um pouco úmido e o mesmo ficou com umas ondulações, abri um sorriso lembrando do que a Geisa me fez repetir ''Você é uma diva,agora aja como uma''.
 Caminhei até o quarto e peguei meu perfume, passei um pouco mas não muito, faltava alguns minutos para o Gil chegar e então resolvi pegar meu notebook. Assim que apertei o dedo no botão a campainha tocou, franzi o senho e corri até a porta talvez meu pai tenha esquecido alguma coisa. Assim que abri a porta me surpreendi ao ver Gil com um buque de flores enorme tampando o seu rosto, sorri assim que reconheci seus tênis branco.

 - Gil- disse sorrindo - 

- amor - mostrou o rosto - senti saudades!

 Suas mão desocupada desceu para minha cintura e me puxou para perto, nossos lábios se tocaram causando um pouquinho de frio na barriga. 

 - Você está bem? - selinho -

 - Uhum - sorri -

 Peguei o buquê e então o mesmo entrou, tinha uma sacola na sua mão e ele tinha a mochila da faculdade nas costas, Gil está cursando o segundo ano de medicina. O mesmo tirou os pacotes de comida chinesa e colocou em cima da mesa de centro, me sentei no chão na frente dele e o mesmo tirou os 'talheres' e me entregou. O clima estava diferente assim como eu Gil não fala absolutamente nada! Assim que nós acabamos de comer eu me levantei e peguei os potinhos.

 - Deixa que eu levo amor - Gil disse -

 - Não, eu levo ! 

 - Não eu levo - repeti suas palavras -

 Sua mão encostou na minha e então ele tirou os potes da minha mão, suspirei e ele largou-os de novo em cima da mesa. Gil pegou um pouco do meu cabelo e pós atrás da minha orelha. 

 - Você está tão despesa, aconteceu alguma coisa?

 Gil acariciou meu rosto e eu assenti, com o rosto ainda entre suas mãos 

 - Amor, a gente já conversou, não precisamos fazer isso hoj.. 

 Interrompi o mesmo com o beijo, eu sei que se eu não fizesse isso hoje não faria nunca mais. Gil sorriu entre o beijo e apertou meu rosto com suas mãos, o beijo ficou mais intenso e então o mesmo afastou meu cabelo da alça do meu vestido, sua mão deslizou abaixando a alça do vestido, o mesmo não tirava os olhos dos meus me passando confiança. Agarrei seus cabelos com força e o puxei para beija-lo, o mesmo apertou minha cintura e eu senti um volume em sua calça, me afastei um pouco assustada e então o mesmo me olhou com o cenho franzido 

 - O Jared não machuca - sorriu - 

 - Você colocou um nome no seu .. seu .. 

 - Claro, todo mundo faz isso -ele disse calmamente-
- Eu não faço! 
- Porque será né amor? -ele riu- relaxa, eu te guio agora. 

 Assenti e então ele me beijou de novo, Gil percorreu suas mãos por minhas costas até achar o zíper do vestido, sorri entre o beijo assim que senti meu vestido ficar solto. Olhei para baixo e vi meu vestido no chão, Corei ao ver o jeito que Gilmar me olhava ele NUNCA havia me olhado com aquele olhar. 

 - Oh .. você é linda - me olhou de cima abaixo -

 - Para Gil - coloquei as mãos no rosto - 

- Me desculpa.. sempre esqueço que você não gosta de elogios!

- É não gosto mesmo - fiquei na ponta dos pé para o beijar - 

 Enrolei meu cabelo suado que já estava grudando nas costas enquanto Gil estava sentado na ponta da cama colocando preservativo, agora era a hora! Confesso que meu medo todo sumiu, Gilmar sabe como me acalmar. O mesmo se virou e eu tentei ao máximo não olhar para aquela parte, eu realmente não queria ver o tamanho.

 - Você tem certe..

 - Se você perguntar mas uma vez eu irei desistir - ele sorriu - 

- Amo você.

Respirei pesadamente assim que o mesmo se posicionou em cima de mim, sua cabeça desceu indo rumo ao meu pescoço onde ele depositou um beijo! Meu namorado se posicionou em cima de mim, senti algo batendo na minha entrada e então fechei os olhos .

 - Por favor.. -sussurrei- não me machuca.
- Nunca faria isso -Gil disse e então acariciou meu rosto com o polegar-

 Assenti e minutos depois senti seu membro me invadir, cravei as unhas em suas costas e segurei um grito, senti uma lágrima sair dos meus olhos e então o mesmo se movimentou, conforme ele se movimentava a ardência diminuía, eu estava pensando seria mente em desistir e pedir para ele parar, foi então que o que antes era dor se transformou em prazer. Mordi os lábios segurando um gemido,Gil gemia abafado e se movimentava bem devagar, entrando e saindo , entrando e saindo . Deixei um gemido rouco escapar e então vi um sorriso no rosto do Gilmar, minhas mãos não tinham paradeiro em suas costas, ora arranhavam, ora puxavam seus cabelos. Senti minhas pernas formigarem e segundos depois um liquido quente saiu de mim, pela primeira vez eu havia chegado ao meu ápice. Fechei os olhos tentando acalmar minha respiração, e então senti a mão macia dele acariciar minha bochecha molhada pelo suor.

 - você é incrível

  - Eu não sabia que isso era tão bom - disse corada - 

 - A sua inocência só me faz te amar mais, você é um anjo

 Minutos depois olhei para o lado e vi que Gilmar dormia profundamente, levantei minha mão e passei por seu cabelo molhado, sorri lembrando do dia em que o conheci. Gilmar é tudo para mim, tudo que eu tenho, eu o amo tanto . É tão bom morrer de amor mesmo estando viva

3 comentários:

Atenciosamente Uma Neymarzete Sonhadora xx