26 de abr. de 2015

Teacher - 27



Continuei naquele jogo de provocação, ora passava meus lábios por seus ombros ora o beijava e ele correspondia mas era como se algo o impedisse de realmente fazer aquilo. Me separei de pressa e o encarei, o mesmo deu um sorriso e então depositou um beijo na minha testa, e eu não preciso que aquilo quebrou totalmente o clima né?! Lembrei do meu pai ele me dava beijos nas testa, meu ex pai na verdade.
Seus braços compridos envolveram meu corpo e eu me encolhi em seu peito, com nosso corpos colados pude sentir o volume que estava concentrado na sua calça, ainda com a cabeça na curva do seu pescoço deixei um sorriso bobo escapar entre meus lábios. Soltei uma das mãos da sua cintura e desci devagar logo chegando a onde eu queria, apertei seu sexo com força mas de uma forma que eu não o machucasse e em resposta recebi um gemido abafado, apertei mais uma vez e movimentei meus dedos no local.

- Vai preparar o jantar agora - massageei seu membro - ou depois?

Sorri assim que vi o mesmo com os olhos fechados e com a cabeça jogada para trás, o empurrei de novo contra a parede e então coloquei as duas mãos por dentro da calça cinza de moletom, puxei o elástico da box e logo toquei seu membro. Tateei o local com cuidado sem pressa alguma, aquele par de olhos verdes não paravam de me olhar um minuto, sua fisionomia mudou completamente, sua cabeça se escorou na parede e ele mordeu o lábio. Fiquei um pouco na ponta dos pés e peguei seu lábio inferior, minha mão continuava a estimular o local e eu me mantinha forte tentando não gemer com toda a situação. Minha parte mais intima já estava ardendo de prazer e eu podia sentir a umidade dela pelo meu jeans! Comecei a fazer movimentos mais rápidos e então escutei o que eu tanto queria.

- Ah.. ah .. TRIS.. -sua voz rouca chamava meu nome e eu continuava o estimulando-

Olhei para baixo e pude ver que as veias do local já estavam bem expostas, conforme os movimentos minhas mãos ficavam mais lubrificadas fazendo com que eu aumentasse cada vez mais a velocidade.

- Puta que pariu - ele urrou -

Depois dessas três palavras não precisou mais de muito esforço para ele se desfazer entre minhas mãos. O seu liquido acabou por atingir não só minha mão e calça mas também a parede lateral da cozinha, ele respirava ofegante e eu apenas me sentia feliz por conseguir fazer ele sentir alguma coisa já que nunca havia feito isso.
O encarei e ele sorriu me beijando em seguida, sua boca assim como eu havia feito minutos atrás puxou meu lábio inferior, fazendo eu sentir o famoso gosto de ferrugem. Arranhei a parte traseira do seu corpo e então levantei seu moletom o tirando em seguida, não me importei aonde ela queria nem se iria sujar, na verdade não estava me preocupando com nada a não ser nós dois.

- Você prefere como? - passou a mão pelo meu corpo e apertou meus seios -

Não sabia o que responder nas duas vezes em que eu transei foi com carinho e não teve nada muito quente porém foi bom, Neitan sabe bem como deixar uma pessoa confortável nada muito dolorido mas nada muito indolor.
Arranhei suas costas com força e ele urrou de dor surpreso

- Assim. -mordi seu lábio- prefiro assim!

Ele assentiu e então diminuiu o espaço entre nós o que na minha cabeça era impossível mas não foi, depois das minhas palavras ele parecia mais entregue e disposto a fazer isso.
Levantei as mãos fazendo com que ele pudesse tirar minha blusa, assim como seu moletom a peça de roupa foi arremessada em algum lugar da cozinha, abri o zíper do meus jeans e ele sorriu ao ver meu desespero. Sim eu queria tê-lo mais do que qualquer coisa e eu acho que ele não tinha percebido isso pois estava sendo tão vagaroso..
Estava apenas de calcinha e ele com sua cueca branca, a cada minuto os beijos ficavam mais precisos, seu corpo era escultural de mais para minha mão ficar só em um local por isso o explorava com minhas mãos até onde conseguia.

- Vira! -arqueei a sobrancelha- de costas.

Arregalei os olhos me virei, os beijos que antes eram distribuídos pela minha face agora não tinham um lugar certo apenas iam se distribuindo por toda extensão das minhas costas. Minhas mãos agarraram a parede quando senti sua boca úmida na minha cintura, ele dava pequenas lambidas e mordidas variando o beijo, joguei a cabeça para trás e soltei um dos meus primeiros gemidos quando senti seus dedos acariciando minha intimidade, não conseguíamos distinguir da onde vinha a lubrificação que se encontrava nos seus dedos, tanto a minha intimidade quanto seu membro estavam molhados. Fui surpreendida com um puxão no cabelo, minha cabeça ficou para trás no seu limite e eu gemi de dor, sua boca mordeu a região com força e eu passei a unha pela parede na qual eu estava encostada.
Minha vagina se contraiu assim que eu senti seus dedos a invadirem com força, eu queria estar de frente e beija-lo mas aquilo estava sendo tão maravilhoso. Gemi em reprovação quando ele tirou seus dedos, mas entendi o que ele estava fazendo quando ele penetrou dois de uma vez só, Neitan já havia me falado sobre preparar o local para não doer, mas eu não senti nada com tanta intensidade como agora. Enquanto  dois dos seus dedos estavam em mim a sua mão livre apertava meus seios me fazendo gemer cada vez mais alto, senti a lubrificação que se encontrava em minha vagina escorrer nas minhas pernas, suas mãos abaixaram minha tanga e mentalmente eu me perguntei como a ceroula suportou tanta lubrificação. Suas mãos afastaram minhas nádegas e eu mordi o lábio inferior pensando no que viria, fui ao céu e voltei quando senti sua língua tocando minha vagina, o mesmo mordiscou e então puxou os grandes lábios fazendo eu flexionar nas pernas de prazer, sua língua circundou o local e então ele começou a chupar, como se estivesse chupando.. qualquer coisa chupável, mas não era um simples chupada era a chupada. Eu falava palavrões desconexos apenas tentando transmitir o que eu estava sentindo o que era um misto de sensações.

- Como pode ser tão doce? -sua voz soou mais grave que o norma-
- n-não para -disse e abri mais mas pernas-

Os movimentos diminuíram e eu suspirei me recuperando. Fiquei na ponta dos pés assim que senti seu dedo de novo na minha entrada, estar sendo chupada e fodida certamente te tira os sentidos, não conseguia pensar em nada a não ser no seu membro me invadindo, o que estava prestes a acontecer.
Suas mãos pegaram as minhas as levantando, nossas mãos entrelaçadas ficaram quase na altura do lustre pelo fato da casa não ser muito alta, sua cabeça se encostou na minha e só então vi o quanto ele estava ofegante.
Minha intimidade ardeu e logo depois se contraiu sobre seu grande membro, seu pau entrava e saia com força de dentro de mim fazendo com que meu quadril se chocasse na parede entre uma estocada e outra.

- A-ah - gemi alto -

Alguns gemidos escapavam, uns altos, outros baixos, eu estava sendo cuidadosa não queria que os vizinhos pensassem asneiras quando visse o professor saindo de casa. Sua mão pegou um pouco dos meus fios de cabelo que estavam solto e então os puxaram para trás, com força. 
Seus movimentos iam de super lento a hiper rápido fazendo minha intimidade se contrair facilmente, eu sabia que meu ápice estava perto mas ele estava tão empolgado, seus gemidos eram altos e ele dizia que me amava entre cada um minuto, e eu não queria acabar com isso. Não agora.

- E-eu to quase lá - disse e então estocou com força -

Nesse momento eu gritei, gritei de dor e mais alguma coisa, minha intimidade estava começando a ficar sensível assim como eu.
Minhas pernas bambearam e eu fiquei na ponta do pé, ele penetrou com força e então parou dentro de mim e em segundos eu senti seu líquido me preenchendo por completa, tremi um pouco e logo senti uma sensação muito nova, abaixei minha cabeça e respirei com força tentando acalmar tudo dentro de mim. Era impossível distinguir o que estava na minha perna aquilo era uma mistura de nós dois, a primeira mistura de nós dois.



{...}

Depois de lavar os pratos do jantar nos deitamos no sofá para assistir um filme de comédia romântica, daquele bem clichês ou seja meu favorito. Neymar estava diferente parecia estar com vergonha ou algo do tipo, 

- Posso te perguntar uma coisa? -disse baixo-
- Pode sim - respondeu no mesmo tom -

Me virei no sofá ficando de frente para ele, o mesmo me agarrou pela cintura e me deu um selinho rápido em fazendo sorrir

- Foi tão ruim assim? - ele me olhou e ficou mudo -
- Não é isso..
- O que é então? desde que nós transamos você fic.. - ele me interrompeu -
- Eu queria ser o primeiro - disse rápido -

Suas palavras foram rápidas mas ainda sim compreensíveis, me sentei no sofá e ele fez o mesmo, suspirei fundo e passei a mão por seu rosto

- Eu também queria que sua primeira vez fosse comigo. -disse baixo-

Ele olhou dentro dos meus olhos e então engoliu seco.

- E foi.. minha primeira vez foi com você! -arregalei os olhos-
- Neymar.. -tentei pronunciar uma frase-
- Estou feliz que tenha sido com uma pessoa que eu amo, eu te amo, e não quero falar sobre isso - me selou -


*******************

Primeiro hot, esse ficou diferente dos outros, tentei ser mais especifica e menas.. hum como vamos dizer, tentei não ser tão tipo '' ai mais rápido, uh uh '' essas coisas, haha me desculpa pela demora. Amo vocês, não queria dizer nada mas eu acho que o próximo é HOT! Por isso comentem bastante :) 

24 de abr. de 2015

Teacher - 26


Neymar falava sobre diversos assuntos super empolgado enquanto caminhávamos até o seu carro na garagem do apartamento, e eu apenas o escutava. Sua mão estava entrelaçada na minha e ele a puxava de vez enquanto para ter a certeza que eu não a soltaria. Finalmente chegamos ao carro, ele me olhou e viu que eu estava quieta e eu acho que então lembro o real motivo de eu estar me mudando para a casa do Neitan!

- Eu- eu. Me desculpa.

Ele disse depois de passar mão pelo cabelo, uma de sua mão se apoiou no carro enquanto a outra foi para minha cintura, continuei parada apenas olhando para seus lindos olhos verdes, sua testa se aproximou da minha e ele pressionou mais minha cintura.

- Tudo bem, eu gosto de ver você feliz -passei a mão por seu rosto-
- Eu te amo Tris -mordeu o lábio inferior-
- Eu te amo Júnior -o selei- mas agora vamos por que está frio aqui.


{...}

Neymar continuava dirigir em meio aquele trânsito caótico, sua mão permaneceu em minha perna o caminho todo, ela saia dali só para as marchas serem trocadas. O carro parou em frente a casa azul e então eu lembrei da primeira vez que estive ali, a vez que eu fui atingida pela bola de basquete e quase morri colocando sangue pelo nariz. Agradeço muito aquela bola afinal se não fosse ela eu certamente não estaria aqui!
Desci do carro e fechei a porta do passageiro, girei os calcanhares ficando de frente para a casa e então cruzei os braços, mas os descruzei assim que senti as mãos gélidas do meu professor envolver minha cintura.

- Tem tanto tempo que eu não venho aqui -ele disse ainda abraçado em mim-
- Porque? -perguntei encarando a pequena varanda na casa-
- Não gosto de ficar sozinho -o olhei e sorri- ao contrario das outras pessoas da minha idade!
- Sabe que é poucos anos mais velho que eu né? 
- Sei - respondeu sorrindo -
- não precisa se referir como minha idade é só um número, como já disse!

Meu rosto foi virado com carinho e logo senti seus lábios tocando os meus. Por mais que mil coisas estivessem acontecendo comigo e mesmo a maioria dessas coisas não sendo boas, parecia que quando eu estava perto dele setenta por cento dos meus problemas sumiam. Cada abraço, beijo, carinho era um problema a menos. Dei alguns passos e logo estava na pequena varanda da casa azul, assim que porta abriu tive uma sensação diferente era como se aquilo já tivesse acontecido e agora depois de muito tempo estava se repetindo. 

- São dez horas e quinze minutos -disse enquanto encarava o relógio- 
- Nossa que manhã arrastada -disse após bocejar-
- Pois é. - se sentou ao meu lado - o que quer fazer?
- Dormir?! - a resposta soou como uma pergunta -

Ele assentiu e então me abraçou fazendo com que nós ficássemos em uma posição confortável, suas pernas estavam nas laterais da minha cintura ou seja meu tronco estava no meio das suas pernas. Na televisão passava um documentário sobre o uso de drogas na adolescência, e eu me concentrava em cada depoimento tentando não dormir ali mesmo.

- Não acha que seria bom você falar com seus pais? -disse baixo-
- Eles não são meus pais e deixaram isso bem claro para mim.
- Joel parecia preocupado - disse e sua voz falhou um pouco -
- É o mínimo que ele tem que fazer para não se sentir mau! 
- Não seja tão dura - disse e eu senti a tensão na entonação da sua voz -
- Você não estava lá, não viu como foi.

Minha voz saiu um tanto quanto embargada e logo senti uma lágrima escorrer por meu rosto, não queria e nem devia lembrar da minha antiga família agora.

{...}

Depois de um longo sonho extremamente estranho me acordei, encarei as paredes de coloração bege e pisquei algumas vezes. Meus músculos se contraíram e então eu me espreguicei no grande sofá, me sentei e tateei o local até achar meu celular, desbloqueei o mesmo e vi que haviam algumas mensagens e cinco ligações da minha.. bom , da mulher que se dizia minha mãe. 

'' Filha por favor volta para casa '' 09:05 AM
'' Mana a mamãe precisa de você volta por favor '' 08: 58 AM

Não quis ler todas apenas digitei uma mensagem para Joel dizendo que estava bem e que amanhã quando o nosso (ex) pai saísse eu iria lá conversar com ela. Me assustei assim que vi o horário no relógio do celular 21:22 PM! Franzi o cenho me perguntando mentalmente como consegui dormir o dia todo, por um lado foi bom pois parecia que todo o peso que estava nas minhas costas havia sumido.
A porta rangeu e então vi o Neymar entrando com algumas sacolas,  assim que o mesmo viu que eu estava acordada deu um grande sorriso e então disse

- Boa noite -sorriu- dormiu bem?
- Sim. Mas por que não me acordou?

Virei um pouco a cabeça e pude ver que ele tirava alguns produtos de limpeza e comidas de dentro das sacolas azuis, sorri ao ver no quão concentrado ele estava, o mesmo se virou e em segundos seus olhos se encontraram com os meus. Algo diferente, ''acendeu'' em mim e então eu caminhei até a cozinha. Minhas mãos envolveram sua cintura enquanto ele continuava a cortar alguma coisa no balcão

- Ta carente baixinha? - perguntou e certamente ele estava sorrindo -
- O que você acha?

Em um ato rápido ele largou os legumes e se virou de frente para mim, seus olhos estavam mais verdes que o normal e parte do seu cabelo que estava para fora do boné nos lados estava úmida, suas mãos que antes cortaram nosso possível jantar agora foram para minha nuca, um arrepio percorreu meu corpo causando uma sensação boa. Nossos lábios se tocaram vagarosamente e então ele colocou suas duas mãos entre meu rosto me deixando imóvel. Mordi seu lábio inferior fortemente e segundos depois senti um gosto de ferrugem certamente havia o cortado mas ele não ligou muito para isso e eu também não. 

- Eu preciso preparar nossa jantar.. -disse entre o beijo -

Não liguei para o que ele disso, usei minha força que nem podia se chamar assim pois eu era tão fraca quanto uma criança em relação a tudo. O empurrei o máximo que eu consegui fazendo ele ficar imprensado na parede, passei minha perna vagarosamente pela sua perna e então disse ao pé do seu ouvido

- Tem certeza que quer nosso jantar? 

Depois de minutos sua boca ficou longe da minha, o mesmo passou a mão de leve pelo meu rosto mas quando chegou na minha nuca ele puxou meu cabelo com força, mordi o lábio inferior e confesso que gostei. Ele estava mesmo tentando ser um badboy naquela hora e eu estava gostando...

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Hummm será que teremos um hot? não sei, não posso falar nada agora! Deixem seus comentários aqui em baixo vou postar o mais rápido possível! 

ps : comentem nem que seja um ''continua'' vai me deixar BEM feliz  



  




23 de abr. de 2015

Teacher- 25



TRIS P.O.V

Parece que de uma hora para outra minha agenda telefônica simplesmente sumiu, não gosto de pedir favores para as pessoas e pedir para posar na casa de qualquer um dos meus amigos na minha opinião seria um abuso. Não quero pensar no Neymar, não quero que ele venha atrás de mim, quero distância dele e da sua prima. Eles merecem ser feliz!
Havia poucas pessoas no Nando's a essa hora, encarei o relógio em cima da porta de entrada do local e o mesmo marcava 09:24 AM, meu celular vibrou novamente e eu apenas apertei no vermelho o desligando.

- Seu café senhora -a moça disse e então me entregou o café-
- Obrigado - disse sorrindo -

A menina deu um sorriso amigável e então voltou para o balcão, olhei pela janela e senti um desconforto assim que vi o carro do Neitan sendo estacionado na frente do local, me remexi na cadeira ficando agora ereta. O mesmo desceu do carro com rapidez e entrou,  a porta rangeu fazendo algumas pessoas olharem para ele. 

- Como você está? -perguntou se sentando a minha frente-
- Estou bem -fiz careta e ele revirou os olhos-
- Tris, não finja que nada está acontecendo! -disse sério-
- E tem alguma coisa acontecendo? -fui irônica-
- Beatris, nada mudou entre nós continuo sendo seu amigo. Pode contar..
- Não Neitan eu não posso, sabe por que? Por que nós dormimos juntos, e isso mudou completamente nossa amizade. Sei que isso é culpa minha mas pedi desde o inicio para você não criar expectativas sobre nós!

Olhei para Neitan e vi que o mesmo estava com a ponta do nariz vermelha por conta do frio, suas mãos estavam em cima das minhas e ele continuava a me olhar sério. O mesmo assentiu duas vezes e então riu sem humor

- Sempre gostei de você como irmã, apenas confundi meus sentimentos! Não vou tentar te agarrar nem nada, juro -acariciou minha mão-
- Neitan.. - ele me interrompeu-
- Vem vamos para minha casa, aqui está frio - disse levantando-
- é melhor não. Estou pensando em ir para minhas primas Jolie e Amanda.
- Aquelas loucas bêbadas? -perguntou rindo-
- Elas são minhas primas Neitan, respeito.
- Nem elas se respeitam por que eu respeitaria? -revirei os olhos-
- Obrigado mas realmente não precisa. -beberiquei o café-
- Você tem para onde ir? -arqueou a sobrancelha-
- Sim -menti-
- Está contraindo o maxilar Tris, sei quando está mentindo.
- Caramba Neitan -bufei- eu posso alugar um kit-net, sei lá é por pouco tempo.
- E a escola? -disse e então deu uma mordida no meu bolo de cenoura-
- De qualquer forma eu ia sair de lá, faltam poucos meses vou fazer EJA.
- Não precisa disso. Podemos dividir apartamento até o final do ano depois você vê o que faz, acho que vou sair da cidade.. fui aceito em uma universidade em Porto Alegre. - disse e eu assenti -
- Parabéns Nei - apertei sua mão - mesmo assim obrigada, mas eu vou para minhas primas. Amanda estava procurando alguém para dividir o apartamento, quem sabe esse alguém não sou eu?! - ri pelo nariz -

Ele gargalhou e então tomou um gole do meu café, menino folgado.

- Então está negando de dividir o apartamento com seu amigo de escola para ir dividir com sua prima? - colocou a mão em cima do coração  e eu ri -
- Sabe que isso não tem um pingo de chances de dar certo!
- Ué, só por que você tem chulé? eu as vezes tenho também - gargalhei -
- Não tenho chulé, são aqueles malditos tênis. - ele riu -
- Hum sei - revirei os olhos -

Peguei minha bolsa e me levantei indo até o banheiro, não me parecia ser uma má ideia morar com Neitan, conheço toda família dele e posso o ajudar com o aluguel assim que conseguir um emprego. Lavei meu rosto avermelhado e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, peguei um rímel no bolsinho de fora e passei, mesmo meus olhos estando horríveis, o preto ressaltou o verde deles. Guardei o pequeno frasco na bolsa e então sai do banheiro, dei alguns passos e então fechei a porta do local, passei pelo corredor e me surpreendi ao ver um homem sentado com Neitan na mesa, a cada passo que eu dava eu sentia um arrepio, quando me aproximei por completo e vi o verde  dos seus olhos que estavam tão vermelhos quanto os meus, senti uma enorme vontade de abraça-lo, mas eu tinha que ser forte, eu o amo tanto e quero o melhor para ele e o melhor para ele certamente não sou eu.

- Tris. Como você está? - se levantou e me abraçou - O Joel me ligou..
- Eu estou bem Neymar - me separei dele - Neitan vamos por favor!
- Espera eu vim aqui falar com você. - Neymar disse segurando meu braço -
- O que quer falar? - fui seca - 
- Neitan será que podia dar licença.. - ele disse com a sobrancelha arqueada -
- Te espero no carro Tris - Neitan disse e saiu -

Me sentei de novo e ele fez o mesmo.

- Joel não me explicou o que aconteceu.. fiquei assustado, pensei que tivesse acontecido alguma coisa com você - disse calmo -
- E faria alguma diferença se tivesse acontecido? - perguntei séria -
- Lógico - disse e me encarou - Como estão seus pais?
- Eles n-não são meus pais - disse baixo -
- O que? - arregalou os olhos - 
- É.. foi só isso que eles me disseram, e depois meu pai me pôs para fora.

Neymar tentou aproximar sua mão da minha mas eu a afastei, o mesmo passou a mão por seu cabelo que agora se encontrava maior do que a semanas atrás, senti algo gelado molhar meu rosto e só então vi que estava chorando. Coloquei as duas mãos no rosto e senti como se um turbilhão estivesse saindo por meus olhos, não tinha tido tempo para chorar desde que fui expulsa de casa e agora certamente está sendo o momento mais delicado.
Suas grandes mãos envolveram minhas costas em um abraço, por alguns minutos eu fiquei parada mas depois o abracei, minhas mãos não ficaram só em suas costas, foram para sua nuca também. Ele fazia carinho no meu cabelo enquanto sussurrava no meu ouvido que tudo ficaria bem comigo, e eu apenas assentia. Nós separamos depois de longos minutos e então ele deu um pequeno sorriso, sua mão passou de leve no meu rosto limpando as lágrimas que agora já haviam cessado,

- Não sei o que dizer - ele disse próximo ao meu rosto -
- não diga nada - sussurrei - faça!

Sua mão puxou meu pescoço com carinho levando minha cabeça para mais perto do seu rosto, senti sua respiração bem próxima do meu rosto e então ele disse

- Não quero que acredite naquilo que a Samara disse, ela é uma idiota. Eu te quero por perto sempre. 

Não pude responder pois nossos lábios foram selados, a saudade era tanta que eu não me importei em estar em um lugar público, não me importei em ele ser meu professor de vinte cinco anos até por que nada disso nunca importou, a única coisa importante foi saber que ele me queria por perto. Sempre! 

- Vou te fazer um pedido -ele disse e então me deu mais um selinho -
- Pois faça - mordi seu lábio inferior -
- Dorme comigo hoje?

Ele perguntou enquanto fazia carinho no meus rosto, seus olhos continuavam colados aos meus e ele tinha uma feição de nervosismo. O selei mais uma vez e então assenti, um lindo sorriso dançou em seus lábios  e então ele me apertou mais contra si.

- Tenho que ir na casa do Neitan, largar minhas malas! 
- Se quiser deixar lá em casa não tem problemas - disse me olhando -
- É melhor não. A Sami, está lá e além do mais eu vou dividir o apartamento com o Neitan é melhor deixar tudo pronto já sabe -ele assentiu -
- Sim - me selou novamente - 

Nos alevantamos e então eu paguei meu café, dei passos longos até a porta e então girei os calcanhares indo até o estacionamento onde Neitan conversava com uma menina loira. Confesso que fiquei feliz por Neitan, ele realmente deve ter confundido seus sentimentos, acontece!

- Ciúmes?! - escutei sua voz rouca falar perto do meu ouvido -
- não, estou feliz por ele - me virei de frente para ele -
- legal - sorriu - que horas eu te pego?
- Falta bastante tempo para a noite, pode ser umas.. - ele me interrompeu -
- Deixe-me refazer meu convite! Passa o dia comigo hoje ?

Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha e o encarei sorrindo, puxei as mangas do meu moletom para baixo e então o abracei pelo pescoço.

- Vai me aguentar metade de uma manhã, a tarde, e a noite?
- O que você acha? - me selou - Podemos ver esses filmes de mulherzinha, fazer comida, chocolate quente, dormir, acordar, dormir de novo, essas coisas que namorados fazem - me selou e eu sorri - 



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Oi amores!  AMEI ESCREVER ESSE CAPITULO! Já estava com saudades de Neytris ♥ Amanhã tem mais xx Amo vocês @paynetrante_ O PRÓXIMO CAPITULO É HOT! Vocês não andam mais comentando, o que houve? Como já disse seus comentários me deixam MUITO felizes, nem que seja um simples ''continua'' 




22 de abr. de 2015

Teacher- 24


NEYMAR P.O.V

Mais uma hora dentro desse quarto era o que eu precisava, fazer grafite sempre me ajudou desde moleque. Não tive muito tempo para aproveitar minha adolescência, comecei a trabalhar muito cedo e agora tento fazer tudo o que eu não fiz. Larguei o tubo de spray e então tirei a mascara o quarto estava mesmo ficando bom, o ruim é que não posso dormir nele ainda mas daqui a alguns meses vou poder.

- O jantar está pronto, -escutei Samara gritar do outro lado da porta-
- Estou sem fome -gritei de volta e coloquei os fones-

A batida da música ficava cada vez mais rápida me dando mais empolgação para acabar a grande ilustração de borboleta na parede, feita por mim assim como todas que estão aqui. A música parou e então eu estiquei a mão pegando o celular na mão, me surpreendi ao ver que era um número desconhecido

'' Alô. Neymar?  E o Joel, irmão da Tris ''
'' Joel? Oi cara ''
'' Então. A Tris está com você? ''

Pensei em dize-lo que não falo com ela a mais de uma semana mas ele parecia mesmo desesperado, pudia ouvir soluços de choro, um pouco baixo mas ainda sim audível.  

'' não cara. Aconteceu alguma coisa? ''
'' Sim, por favor encontra ela. Sei que ela só vai escutar você agora''

Tentei pedir mais informações mas logo escutei a linha muda. Assim que escutei o nome dela senti algo estranho no meu peito, talvez fosse um excesso de culpa.. talvez fosse a falta que ela me fazia, não sei ao  certo. A verdade é que a Tris se afastou de mim por motivos óbvios, eu também não me aproximaria de uma pessoa que quase deixou eu morrer.

- Tris.. -disse procurando o número na agenda telefônica-

Achei o contato e deixei meus dedos deslizarem sobre o ecrã do celular, elevei o mesmo até o ouvido e esperei alguns minutos. Primeira chamada, segunda, terceira, quarta.. e finalmente ela atendeu, escutei alguns barulhos de carros e então disse

'' Tris? Tris? ''
'' O que você quer - sua voz estava um pouco rouca -
'' Você.. quero saber onde você está! ''
'' Isso não interessa, vou dormir por aqui e por favor não me procura''
'' Espera.. deixa eu te ajudar''
'' Foi o Joel né? ele que te ligou, quero que saiba que eu não preciso de você''
'' Por que está me tratando assim, quero te ajudar ''
'' Eu não quero ser ajudada.''
'' Eu te amo Beatris''
'' Não me ama, se me amasse não teria me deixado. Sabe o que eu passei nas últimas semanas? Toda santa noite eu sonho com aqueles homens em cima de mim fazendo coisas indecentes, acordei inúmeras noites chamando por você. Mas mesmo assim te poupei, te poupei de mim ''
'' Não quero ser poupado de você.. - disse baixo - ''
'' Não foi isso o que sua prima pediu. . . ''

E mais uma vez escutei a linha muda, puxei o cabelo para trás e tentei me controlar, a Samara não havia feito isso!

- O QUE VOCÊ FALOU PARA TRIS?
- nada, Júnior se acalma - disse se levantando -
- NÃO EU NÃO VOU ME ACALMAR. SE ACONTECER ALGUMA COISA COM ELA, VOCÊ VAI SE SENTIR CULPADA PELO RESTO DA VIDA!

Disse e soqueei a parede ao lado do rosto dela, Samara apertou os olhos e então eu vi uma lágrima cair do seu rosto, peguei a chave da moto e então sai batendo a porta.



18 de abr. de 2015

Teacher- 22


...

O motorista diminuiu a velocidade do carro e eu senti meu coração acelerar, estávamos a poucos metros da minha casa e eu já podia enxergar meu pai na frente do local. Seus braços estavam cruzados na altura da barriga e ele batia o pé contra a madeira, abaixei a cabeça e segurei um lágrima que queria mais do que tudo cair naquele momento. Assim que meu pai viu o carro da policia parar em frente a nossa casa ele se levantou e caminhou até a calçada, quando desci do carro vi seus olhos se arregalarem!

- Bom dia senhor Monteiro -o delegado disse-
- Bom dia Seu Delegado -meu pai disse sem tirar os olhos de mim-
- Foi uma noite longa, creio que você queira descansar -o delegado disse-

Assenti e então peguei minha única mala entrando dentro de casa, passei quase correndo pela sala e então subi para os quartos a procura da minha mãe, mas param minha surpresa só encontrei Joel. Passei pelo quarto antes que ele pudesse me ver e então entrei no meu, tranquei e fiquei estática apenas olhando para as paredes. Alguns flash's dos homens vinham a minha cabeça e eu sentia nojo, sentia vontade de vomitar.
Saí dos meus devaneios com meu celular tocando, caminhei até a mala e peguei o mesmo.

'' Tris, meu Deus! como você está? ''
'' Oi Sami, eu estou bem -menti- ''
'' Olha se eu poder te ajudar em qualquer coisa.. amiga, eu sinto muito ''
'' Não sinta. eu estou bem! como ele está? ''
'' Ele trocou poucas palavras comigo, mas pelo que eu vejo ele está mau! ''
'' Eu vou ai ''
'' Melhor não Tris, é melhor esperar uns dias.. não sei se ele vai aguentar isso de novo ''
'' Como assim de novo? ''
'' Ele não te contou? ''
'' Não, do que você está falando. ''
'' A irmã.. a irmã dele, foi morta. Mas antes disso, os malditos delinguentes abusaram da menina.. na frente dele, Neymar era uma criança de apenas nove anos. E agora a história quase se repetiu, não sei se ele vai levar isso em frente. ''

Me sentei na cama e apertei os olhos, ouvia apenas a respiração da Samara ao outro lado da linha, eu podia estar sofrendo, podia estar traumatizada mas certamente ele estava pior, bem pior.

''Eu não sei o que dizer...'' - limpei meu rosto -
''Não diga! Ao contrario disso faça um favor para ele.''
''Se for o ajudar. Mas qual seria esse favor? ''
'' Afaste-se dele. Deixe ele viver uma vida tranquila com uma mulher de verdade.''

Certamente hoje não era um dia muito bom para uma ariana como eu, respirei fundo e mordi meu lábio inferior. Levantei a cabeça e pude ver meu reflexo no espelho: olhos avermelhados, boca roxa, cabelo embaraçado, e alguns roxos nos braços. Sempre fiz planos para quando chegasse a maioridade e agora eu só quero voltar para os meus treze anos e fazer tudo de novo, quero chorar por que não consigo tirar uma foto boa, quero rir de tudo e de todos, quero ir fazer comprar roupas com minha mãe e dizer para ela não me fazer pagar mico. Quero chorar pelos meus amores platônicos de Hollywood, quero tudo isso de novo.. 

'' Tris está ai? ''
''S-sim''
'' Me desculpe se eu fui muito direta..''
'' Não, você está completamente certa, ele precisa de uma vida de 'verdade' ''
'' Não me interprete mau por favor, assim como você só quero o melhor para ele.''
'' Ok, o recado já foi dado. Você nunca mais vai me ver perto do seu primo ''

Desliguei o celular. 

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16 de abr. de 2015

Teacher - 21


Eu já não sabia mais que santo chamar, rezei todas as preces que eu sabia, gritei o mais alto que podia, mas parece que tudo ao meu redor parou.

- Senta ele, quero que ele veja a namoradinha sendo fodida!

As lágrimas desciam com rapidez pelo meu rosto, nunca estive tão humilhada,  estava quase desnuda apenas de roupas intimas na frente de cinco homens. Pude ver as lágrimas escorrendo pelo rosto fino dele o mesmo estava com o olho um pouco vermelho e suas mãos estavam cheias de sangue, minha calça foi puxada para baixo e então eu fechei os olhos sentindo o vento gelado colidir com meu rosto. Minhas pernas bambeavam por conta do frio e eu chorava feito criança, não estava chorando por conta do medo mas sim por conta da humilhação! 

- MÃOS NA CABEÇA

Uma voz seguida de um eco foi ouvida, me virei para trás e vi que haviam duas viaturas da policia e uma ambulância, os quatro homens largaram as armas e então eu levantei minhas calças, corri até o Neymar onde ele estava atirado e o abracei, meu peito se movia com rapidez e eu respirava com dificuldade. Tudo se tranquilizou quando senti os seus braços envolta de mim, ouvir sua voz naquele momento foi melhor que qualquer coisa.


{...}

Coloquei uma mecha de cabelo para trás da orelha e me encostei mais no peito do Neymar o mesmo passou a mão devagar pelos meus cabelos e então beijou o topo da minha cabeça. Sem dúvidas havia sido uma noite longa, três horas na delegacia dando depoimentos, duas horas no hospital e meia hora no carro do delegado. Olhei pela janela e vi que o dia já estava clareando, o carro finalmente parou e então nós descemos.

- Vinte minutos - Neymar disse e o delegado assentiu -

Adentramos o hotel em silêncio não haviam muitas pessoas a não ser a recepcionista e o segurança do lado de fora, mais alguns passos para frente e eu vi a escadaria, o caminho foi rápido e sem nenhum dialogo. Girei a chave na fechadura e a porta abriu, entrei no local e senti meus olhos arderem, a verdade é que isso é tudo culpa minha, se eu não tivesse vindo isso não teria acontecido, eu poderia ter morrido, ele poderia ter morrido e não avisar minha família foi total egoísmo, não posso sair por ai dando uma de adolescente apaixonada. Sempre fui mais madura que isso e não posso parar agora! Me sentei na cama e coloquei os cotovelos sobre as pernas, funguei e então passei a mão no rosto.

- Olha para mim. -o olhei entre minhas pernas-
- Não me olhe com essa cara de pena -disse entre as lágrimas-
- Isso não podia ter acontecido!
- E eu não sei?. Não é culpa sua antes que diga isso.
- Tris sei que nunca vai esquecer esse dia.. eu também não, eu só quero que você me perdoe, eu não pude te proteger. Meu Deus isso é tudo minha culpa!

A última frase saiu com dificuldade por conta das lágrimas, o mesmo deitou sua cabeça nas minhas pernas e eu a abracei, meu peito se movia com força e eu chorava como se não houvesse amanhã. Podia escutar o choro rouco e baixo dele e isso me doía, me doía mais do que os acontecimentos recentes.
Continuei a acariciar sua cabeça enquanto o mesmo se mantinha de joelhos em minha frente. 
Me abaixei me sentando no chão e então o abracei o mesmo beijou meu rosto e então disse.

- Isso não vai acontecer mais.. eu prometo. Hoje foi o pior dia da minha vida! - disse olhando nos meus olhos - 
- Eu acredito em você, isso nunca mais vai acontecer!


O mesmo deu um sorriso e então me abraçou, me ajeitei em seu colo e tombei minha cabeça na curva do seu pescoço, Neymar passava a mão nas minhas costas e eu me mantinha parada apenas pensando em tudo. Minha mãe, meu pai, na bronca dos dois, nas fofocas com nossos nomes.. 

- Eu te amo - o escutei sussurrar baixo -

14 de abr. de 2015

Teacher - 20 + BIG


Uma grande tela de LED estava pendurada sobre a praça e nela podíamos ver o horário e a temperatura, finalmente paramos e nós sentamos em um banco que ficava de frente para um lago negro. Havia algumas pessoas sentada no chão em toalhas e umas crianças correndo, e eu me perguntava  o que elas queriam fazendo piquenique com sete graus abaixo de zero

- Como se sente?
- Bem - fui sincera - e você?
- me sinto sujo -disse suspirando em seguida-
- Neymar - o repreendi-
- Estou sendo sincero - pegou minha mão -
- mas por que isso agora..
- Só não quero que se sinta na obrigação de ficar comigo!

Agora foi minha vez de suspirar, mas do que ele estava falando?! Me aproximei mais dele colocando minhas pernas em cima das do mesmo, ele deu meio sorriso e então me puxou pela cintura fazendo com que eu chocasse meu quadril contra o dele, nossas testas se colaram e eu fiz carinho na sua nuca.

- Eu sei que eu sou só mais uma aluna com quem você se envolveu..
- A primeira - me interrompeu e eu coloquei o indicador sobre sua boca -
- Shh.. mas eu realmente gosto de você.. Júnior!

Ele sorriu e então nos aproximou mas ainda e eu nem sabia que isso era possível, senti o famoso frio na barriga e então bem perto dos meus lábios, roçando neles para ser mais exata ele disse:

- Quero que saiba.. - pausa - que é a primeira - pausa - e será a última.. se quiser!

E por alguns minutos,segundos. Não sei ao certo, parece que tudo ao meu redor parou! A luz da lua refletia nos seus olhos verdes, seus lábios estavam mais vermelhos do que nunca e ele mantinha seus braços envolta da minha cintura. Pensei em dizer o quanto ele é importante para mim, pensei em dizer nos sonhos que tenho com eles todas as noites, pensei em explicar o que eu sinto quando ele sorri com os olhos, para mim. Mas a verdade é que nada sairia como eu quero e assim pareceria tolo vindo de mim, ao invés de fazer um discurso bonito e cheia de palavras bonitas, fiz aquilo que queria a tempos. O beijei!

O abracei com força assim que nossos lábios se descolaram e logo senti seus lábios gélidos tocar a parte mais sensível do meu pescoço, apertei minhas unhas no seu pescoço e senti seu sorriso contra minha pele. Neymar me encarou e deixou um pequeno sorriso escapar por seus lábios, colei nossas testas novamente e então suspirei.

- Quer sair daqui? - apertou minha cintura -
- Sim! 

Ele sorriu e então me deu um selinho, me levantei e então passei a mão pela parte traseira do meu corpo tirando o pó que se encontrava ali. Neymar fez o mesmo e assim que suas mãos estavam desocupadas o mesmo me abraçou, sua boca mordiscou meu pescoço e eu senti um arrepio intenso na espinha.

- Vamos logo - disse e ele sorriu -
- Então vamos - pegou minha mão -

Assim que passamos por um grupo de jovens (da minha idade) vi que uns cochichavam e outros olhavam, olhei para Neymar e ele parecia um pouco desconfortável, o mesmo me passou para o outro lado ficando ao lado em que os meninos estavam. Apertei sua mão assim que ouvi um dos meninos dizer 

''- Hum. O bonitão não se garante com a ninfetinha ''

Mordi o lábio inferior e apertei os olhos, aquilo certamente não podia estar acontecendo. Dois dos meninos se levantaram e então com a mão livre Neymar me empurrou e então disse ''continua caminhando'' neguei e então segurei sua mão de novo, o mesmo me olhou com cara de reprovação e eu o puxei '' vamos, por favor '' o puxei .

- Olha Dylan ele está indo embora com a vadi...

Antes do menino acabar a frase ele estava golpeado no chão, Neymar montou em cima do mesmo e então deu-lhe mais dois socos, olhei para o lado e vi que um dos marmanjos vinha em minha direção, me virei com rapidez e então comecei a correr, acabei por tropeçar em uma pedra e bati com a cabeça, me levantei com rapidez mas parei assim que senti sua mão grudada aos meus cabelos.

- Se você gritar eu te mato vadia -disse roçando um  revolver em mim-

Apertei os olhos e então senti uma lágrima cair. Mil coisas passavam em minha cabeça, minha mãe, meu pai, meu irmão, a Sami, o Neymar. Todos que eu amava! Ver aquelas pessoas passando e não poder fazer nada me matava, olhei para um senhor e sussurrei '' socorro '' o mesmo arregalou os olhos e então olhou para minha cintura onde estava o revolver. 

- Anda rápido -o homem disse me puxando-
- Me solta -disse e ele me deu um tapa no rosto-
- Não me dirija a palavra vadia -foi ríspido-

Senti meu coração quase saindo para fora do meu peito assim que vi o meu professor atirado no chão, tinha um pouco de sangue nos seus lábios e o mesmo se mantinha parado. Um garoto branco com alguns cortes no rosto se levantava do chão com dificuldade enquanto outro, fazia uma espécie de fogueira. Olhei em volta da praça e não havia ninguém, apenas árvores e um enorme lago negro!

- Tira a roupa da vadia Deivid!

Arregalei os olhos e então olhei para Neymar o mesmo se mexeu mas logo parou, o garoto ruivo caminhou em minha direção e com brutalidade arrancou meu casaco e então tirou minha blusa, meu corpo inteiro se arrepiou, coloquei a mão em frente aos meus seios tentando esconder o sutiã preto rendado.

- Hum.. ela é boa - ele disse abrindo o zíper da calça-
- O que eu faço com ele - disse apontando o revolver para o Neymar -

- Isso mesmo - disse e então colocou seu pênis para fora da calça -

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E como nem tudo são flores.. Amores se eu conseguir, posto mais um hoje a noite mas se vocês colaborarem né, não quero matar vocês de curiosidades. Qualquer coisa chamem lá no twitter @paynetrante_




10 de abr. de 2015

Teacher - 19



Já tinha algumas horas que nós estávamos na estrada e meu sono só aumentava, me debrucei no volante enquanto o sinal não abria e logo senti a mão de Neymar na minha perna. Virei a cabeça e olhei para seu rosto

- Quando nós chegar vai poder dormir - assenti e ele sorriu -

Duas horas depois e nós já estávamos dentro de Gramado, a cidade era realmente linda, e como eu havia imaginado o frio era bem maior do que a nossa cidade. Parei o carro em frente ao estacionamento do hotel e então ele desceu, caminhou até a portaria e só então mostrou um cartão. O grande portão logo se abriu e então eu pude entrar, as vagas estavam quase todas ocupadas exceto duas, estacionei na que não precisava de baliza e então desci. Gargalhei assim que vi Neymar vindo em minha direção correndo feito um pinguim, 

- Está tão frio - ele me abraçou pela cintura - preciso de leite!
- Precisamos - o mesmo sorriu e me selou - vamos?

Ele assentiu e então me soltou, caminhamos até a traseira do carro e então pegamos as malas.

{...}

O barulho do chuveiro era alto em comparação aos outros, Neymar cantarolava uma música desconhecida por mim enquanto batia palmas, ele sem dúvidas é a pessoa mais animada que eu conheço na hora do banho. Dei mais um gole no meu chá quase que fervente e então peguei meu celular, olhei o ecrã e vi que havia duas mensagens de Big Nei sempre coloquei apelidos tolos no Neitan, não sei ao certo por que! Sempre tivemos isso, desde criança e até hoje quando brigamos ou discutimos ele me chama de tampinha. O que me irrita bastante já que sou um ano mais nova que ele,

- você pensa muito sabia?!

Tirei os olhos do ecrã do celular e então assenti sorrindo, mas meu sorriso se desfez assim que eu vi os trajes de Neymar. O mesmo tinha apenas uma toalha envolvida na sua cintura, seu cabelo estava molhado e o pequeno topete puxado para trás.

- O jantar fica pronto em vinte minutos.
- Vou tomar banho - disse pegando a toalha -
- Não sei por que não foi comigo - ele disse vestindo a cueca preta -

Por alguns segundos tirei os olhos das roupas nas minhas mãos e então olhei para ele, e foram os segundos mais constrangedores da história. Virei a cabeça com rapidez e então caminhei até o banheiro, assim que tranquei a porta escutei sua risada abafada.
Vinte minutos depois sai do banheiro já vestida (clica-aqui) , estendi a toalha atrás da porta, girei os calcanhares e logo pude ver a grande cama de casal, já que o quarto não era muito grande. Meus olhos correram o quarto e eu me surpreendi ao ver que o local estava vazio, calcei o tênis e então abri a porta  saindo em seguida. O hotel super aquecido não deixava eu sentir nenhum arrepio mesmo estando com poucas roupas, caminhei em direção a escada e logo passei por uma janela só então pude ver o gelo no chão e a chuva fina que batia contra a janela. Um sorriso se formou no meu rosto e eu comecei a imaginar milhares de coisas naquele momento, tudo parecia tão demasiado que eu até suspeitava do que pudesse acontecer. 

- O que deseja moça? 

Me virei rápido devido ao susto, uma menina morena deu um belo sorriso e então eu disse

- É. O jantar .. ele - sim eu estava com muita vergonha -
- Ah sim o jantar já começou -encarou o relógio- a dez minutos.
- Eu me atrasei um pouco -sorri- mas onde fica mesmo?
- No primeiro andar a esquerda.

 Assenti e então comecei a subir as escadas com rapidez, e em poucos segundos eu já estava parada em frente a uma porta de vidro, estiquei o braço e então empurrei, senti meu rosto corar assim que me dei conta do quanto de pessoas que estavam ali. Soltei a porta e a mesma bateu, caminhei até o bufê e então peguei um prato, meus olhos corriam por todas as mesas e eu não o via, mas que diabos! 
Coloquei uma concha de feijão no meu prato e então peguei garfo e faca, um garçom simpático me cumprimentou e então me acompanhou até a mesa do canto do local, bem colada a janela. Eu tinha visão de toda a frente do hotel e mais um pouco da cidade de Gramado e absolutamente tudo me encantava naquele local. Dei mais uma garfada na minha comida mas parei assim que vi que alguém se sentava na minha frente, levantei o olhar tendo visão do Neymar sorrindo.

- Oi - disse tomando um gole do seu suco -

Revirei os olhos e continuei a olhar para a faixa a poucos metros da janela, o mesmo erguei a sobrancelha e então colocou a mão em cima de mim. Eu não queria ser grudenta e o xingar pelo fato dele ter me deixado sozinha aqui, só que eu pensei que seria diferente, pensei que ele fosse mais.. pensei merda.

- Sabia que tem um Cassino aqui? -disse empolgado e eu ri-
- Hum, legal!
- Qual foi não quer jogar bingo comigo ?

Assenti e sorri para ele o mesmo tirou o boné e colocou na cadeira ao lado, meus olhos se mantinham o fitando e ele me olhava também, aos poucos senti minha boca se abrindo, umedeci os lábios e então disse.

- O que vamos fazer depois do jantar?
- O que você quiser -ele disse e deu de ombros-
- E se eu não souber o que eu quero? - ele entendeu a frase de duplo sentido-

O mesmo piscou algumas vezes e então fez uma careta tanto quanto engraçada, revirei os olhos e me dei por vencida sorrindo em seguida.
Atravessamos a porta e então Neymar me empurrou pelo ombro rindo em seguida, também sorri e então o empurrei com as duas mãos, o mesmo acabou por bater no segurança e o homem de preto o olhou com uma cara nada boa. 

- Tem certeza que você tem vinte cinco anos?
- Absoluta -disse colocando o boné de volta-

Caminhamos até a portaria, assim que a porta se abriu senti um vento gélido bater contra meu rosto, apertei os olhos e segurei meu gorro por conta do vento. Olhei para o lado e vi que Neymar colocava o capuz por cima do boné, o mesmo se aproximou e então pegou minha mão entrelaçando seus dedos aos meus!.

- Acho que sua mão foi feita para mim - disse olhando nossas mãos coladas-

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Oi lindas. Esse capitulo ficou maior comparado aos outros, me desculpe por qualquer erro de ortografia viu?! Enfim, espero que vocês estejam gostando do blog, vi que temos neytoras novas no blog e isso me deixa muito feliz sabia?! Ah, lembrei de uma coisa não muito feliz. Eu fui PLAGIADA!!! Para quem não sabe, alguém com sem nem um pouco de imaginação pegou meu imagine e postou no seu blog como se fosse ELA que tivesse escrito a fanfic :'( . Se isso acontecer mais uma vez vou logo avisando que vou parar com o blog, por que também é sacanagem. Muito obrigado pelos comentários e pelas visualizações vocês são demais, já sabem né? Digo isso SEMPRE ♥ Para aquelas que só leem a fanfic mas não comentam, essa é a hora, vamos lá meninas. Comentem nem que seja um ''continua'' isso me deixa MUITO FELIZ. xx