11 de jun. de 2015

Fã - Encomenda 5



'' Você que tem medo de chuva.. você que não é nem de papel..'' apertei o botão de celular e então me despertador desligou. Olhei no celular e vi que haviam algumas notificações das meninas dos outros fã-clubes, dei bom dia no twitter e então fui me ajeitar para ir ao aeroporto.

...

Foliei o livro e então continuei a ler, o metro tremia as vezes fazendo eu perder a página e essa já era a terceira vez em dez minutos. Olhei pela janela e vi que o céu não estava tão azul quanto o esperado para hoje, já tem dois anos que eu vi os meninos pela última vez e eu realmente acho que eles não vão se lembrar da garota que vomitou nos pés do Gilmar.

- Pensei que não viria.

Olhei para o lado e vi minha amiga Carol sorrindo, abracei a mesma e só então vi que já estávamos na estação aeroporto.

- O Neymar não postou nada? a hora que eles vão desembarcar? 
- Não, o Gil só postou uns emoji hoje cedo. -disse e gargalhei-

Descemos do metro e então fomos conversando até a passarela que vamos atravessar para chegar ao famoso aeroporto, Carol falava sem parar que estava conversando com o Jota no WhatsApp tinha dias. Sem mencionar no encontro que eles vão ter daqui a algumas horas. Sim, minha amiga está flertando com o amigo do meu ídolo.

- Você é uma vaca -disse rindo- Cuida bem do Jota viu!
- Sei como cuidar dele -disse maliciosa-
- Você é nojenta Carol -disse e então gargalhei-

Empurrei ela pelo ombro e a mesma gargalhou mais ainda, o caminho até o desembarque foi rápido e bem descontraído. Assim que chegamos ao terminal senti meu estômago se retorcendo, eu estava mesmo com fome, e o nervosismo contribuía muito para minha crise de emoções!

- Tem certeza que se você comer não vai vomitar? -Carol perguntou-
- Carol -a repreendi- eu só vomitei aquele dia porque o Gus me fez rir.
- Hum sei -pegou o cartão- vou comer um hambúrguer também.

[...]

Tem exatamente três horas que estamos plantadas na droga desse aeroporto esperando o Neymar e o bonito nada de aparecer, tem umas meninas aqui histéricas que estão me repugnando. Peguei meu celular para entrar no Instagram mas o soltei assim que escutei uma gritaria, fiquei na ponta dos pés para ver e então sorri ao ver que eles haviam chegado! Jota, Gus, Gil.. e ele o Neymar. Meu estômago estava travando uma guerra interior dentro de mim fazendo uma vontade imensa de vomitar se apossar do meu corpo.
Uma fila enorme se formou na frente dos meninos e então começaram as fotos, senti que minhas pernas travavam na medida em que eu ia chegando mais perto deles, eu sentia vergonha, medo, e ansiedade tudo ao mesmo tempo.

- Ei Gil, aquela ali não é A MENINA QUE VOMITOU EM VOCÊ?

Muito obrigada Gustavo por me fazer passar vergonha, escutei uma risada conjunta e senti meu rosto queimar de vergonha. Mordi o lábio inferior e finalmente criei coragem de levantar o rosto, vi que Neymar estava tirando foto com uma menina loira bem bonita, o mesmo tirou os olhos do celular e sorriu ao me ver. Caminhei até o Gil e o abracei, mas que baixinho lindo!

- Me desculpa Gilmar, eu juro que foi sem querer -disse nervosa e ele riu-
- Nós estamos brincando amor, sei que não foi por querer -disse calmo-

O abracei mais uma vez e então peguei meu celular coloquei na câmera frontal e então apertei o botão. Mais uma vez pedi desculpa e então foi a vez de abraçar o Gustavo, ele me recebeu de braços apertos (literalmente) e então me apertou contra ele.

- Qual seu nome? - perguntou sorrindo-
- Kate -Neymar respondeu por ele e eu senti meu corpo travar-

O mesmo caminhou até mim e então estendeu a mão para eu tocar mas ao invés disso eu o abracei. E ele certamente ficou surpreso pois demorou para colocar seus braços envolta de mim! 
Sei que para alguns fãs um simples abraço é pouco mas para mim isso é tudo e mais um pouco, é lindo amar as pessoas sem esperar ser amado. O Júnior pode lembrar da gente quase nunca e pode até falar coisas bobas mas ele é o melhor do mundo. Vocês vão entender tudo isso quando a vez de vocês chegar, ele é um baby boy ♥ 

- Eu te amo -sussurrei-
- Eu te amo -repetiu e me apertou mais contra ele-




neymarjr: Compensando parte desse amor enorme @keferreira 




4 de jun. de 2015

Seu noivo - Encomenda 3



Acordei com alguns barulhos provavelmente vindo da cozinha, hoje era dia de jogo o que queria dizer que minha casa ficaria cheia de marmanjos, latas de cervejas e pedaços de doritos pelo sofá!
Me sentei na cama e fechei os olhos mas os abri assim que ouvi um ''Uau'' em coral vindo da sala, calcei meu chinelo e então me levantei indo em direção ao banheiro. Depois da minha higiene pessoal prendi o cabelo e decidi ir até a cozinha, os meninos estavam tão concentrados no sofá que nem me viram passar por eles. Peguei um pão e passei manteiga, fiz um chá de maçã e coloquei na xícara peguei mais algumas bolachas e um copo de água e coloquei tudo em cima de uma bandeja. É nessas horas que eu me amaldiçoou por ser baixa, não consigo nem pegar um pote de açúcar, peguei a cadeira mais próxima de mim e subi nela e quando ai descendo vi que Gil entrou na cozinha. Não pude deixar de corar quando vi que o mesmo olhou para minhas pernas desnudas e só então lembrei que ainda estava de camisola.

- Olá Lavi -sorriu e beijou meu rosto-
- Oi Gil -disse sem jeito- já acabou o jogo?

O menino de covinhas grandes bem a minha frente fez sinal de negação, assenti e então coloquei uma colher de açúcar na xícara.

- Quer um pouco? -perguntei assim que vi ele me olhando-
- Não sei, é bom? -perguntou olhando para a xícara na minha mão-
- Eu gosto -sorri- prova!

Gil pegou a xícara da minha mão e bebericou o chá, depois de alguns segundos ele me entregou o pequeno recipiente e então disse que queria uma xícara só para ele.

- Como era lá em Londres Lavi? -perguntou enquanto eu fazia seu chá-
- Era ótimo, nós ingleses somos muito habituados aos chás. -sorri-

Ouvi um barulho na porta e então me virei assim como Gil tendo visão do Neymar sorrindo, quando seus olhos se encontraram com os meus o sorriso que antes bailava em seu rosto sumiu.

- Obrigado pelo chá Lavi -Gil sorriu e saiu da cozinha-

Neymar esperou Gil sair da cozinha e então caminhou até mim

- Sobre o que vocês estavam falando? -sua voz estava diferente-
- Nada de mais -peguei a bandeja e sai da cozinha-
- Hum, então diz -disse caminhando atrás de mim-

Empurrei a porta do quarto com o pé e entrei, larguei a bandeja em cima da cama e peguei o controle.

- Não tinha uma roupa mais decente não? -bom em partes ele tinha razão-
- Não vejo nenhum problema em usar essa camisola -revirei os olhos-
- Qual é Lavínia, metade dos seus peitos estão de fora, sem contar que PRETO é fetiche para qualquer homem. -disse gritando-
- E qual é o problema de andar com os peitos de fora no NOSSO apartamento?

Neymar cerrou os punhos e então deu de ombros o mesmo saiu do quarto e bateu a porta, eu estou ficando farta disso tudo. Pareço a babá dele e dos seus amigos, eles são legais e tudo mais, mas tem uma hora que cansa tudo isso. Somos todos bem crescidos e eu acho que deveríamos ter o senso!

...

Acabei de arrumar o quarto e coloquei tudo em cima do criado-mudo, me abaixei perto da minha gaveta de roupas íntimas e comecei a procurar uma, já vão ser quatro horas e hoje vou sair com a Laísa e as meninas. 
Mordi o lábio inferior com força assim que senti meu braço sendo puxado com força, levantei e cabeça e prendi um grito assim que vi Neymar, o mesmo me olhou de forma ameaçadora e então me empurrou contra a parede.

- Gosta de mostras os peitos Lavínia? Pois agora vai mostras os peitos para mim, o seu noivo.

Ele estava irreconhecível, seus olhos estavam dilatados e ele respirava ofegante. Suas mãos agarraram meu traseiro me fazendo ficar em seu colo, entrelacei minhas pernas na sua cintura e me assustei ao ver que ele havia rasgado minha camisola preta bem nos peitos. Minha cabeça foi para trás assim que senti sua língua em contato com minhas mamas, essa tarde com certeza vai ser longa! 



2 de jun. de 2015

Quase Pai - Encomenda 2



Rafaella continuava a dormir feito uma pequena criança, suas mãos estavam em baixo do seu rosto enquanto uma mecha fina de seus longos cabelos cobriam parte do seu nariz. Passei minha mão de leve pela sua face sem intenção de acorda-la mas a mesma se mexeu e em seguida abriu um grande sorriso!

- Bom dia -disse se espreguiçando-
- Dormiu bem? -ela assentiu- não queria te acordar..
- Eu já estava acordada, tudo bem!
- O que vamos fazer hoje?
- É meu último dia na Espanha, pensei em descansar.
- Por isso mesmo amor, temos de aproveitar -disse a olhando-

Rafa se levantou e eu continuei deitado a observando, a mesma caminhou até sua mala que se encontrava em cima da mesa do computador e então começou a procurar uma roupa. Como pode ser tão perfeita? Realmente não consigo entender como ela não se ama, ela nunca amou as rugas nos seus  olhos  quando ela sorri, nunca amou sua barriga e coxas e muito menos as covinhas no final da sua espinha.. Mas eu as amarei para sempre.

- Júnior -disse um pouco mais alto- 
- Hum?! -a olhei e a mesma sorria-
- Estou falando com você tem minutos!
- Desculpa, pode repetir? -ela assentiu-
- O que acha de irmos tomar café no Starbucks aqui da esquina?

A mesma já se encontrava sem roupa apenas enrolada na sua toalha amarela, enquanto eu tentava prestar atenção no seu lindo rosto e não no seu corpo irresistível.

- A Marcela pode fazer um café para nós, bem melhor que o de qualquer Starbucks -disse me levantando-
- Jú. -ela choramingou- Sei que você quer, que eu me de bem com a Marcela mas isso não vai adiantar -deu um pequeno sorriso-
- Ela é uma excelente cozinheira amor -envolvi seu corpo nos meus braços-
- Sei disso. -disse calmamente- eu só queria sair um pouco antes de ir! Não sei se meus pais vão deixar eu voltar, e .. -a interrompi-
- Fico pronto em dez minutos -selei seus lábios e ela sorriu-


[...]

O frio estava mais rigoroso do que nunca em Barcelona e eu me perguntava a todo instante se sair para rua nessa manhã de terça feira era mesmo a melhor coisa a se fazer, os meninos ainda estão dormindo assim como minha mãe e minha irmã Rafa e eu estou aqui a caminho do Starbucks mais perto da minha casa. Rafaella entrelaçou seus dedos nos meus e continuou a caminhar calmamente, ora vinha uma menina, ora um senhor, ora uma pequenina fã para tirar foto e então nossas mãos se soltavam, creio que já fizemos isso umas oito vezes. 

- Amor -disse e então colocou o capuz do casaco-
- Hum? -disse a olhando- cansou?
- Muito, acho que preciso da minha bombinha -disse respirando rápido-

Peguei o pequeno objeto do bolso e entreguei para minha namorada, a mesma se sentou em um banco branco que havia na praça e então bombeou duas vezes o objeto, continuava a olhar para ela atentamente esperando alguma reação ou coisa do tipo, para nossa sorte nada aconteceu.

- Sobre a noite passada.. -ela disse um pouco ofegante-
- Rafa, olha não precisa se explicar!
- Preciso sim. - disse e colocou o dedo indicador em cima dos meus lábios- eu não consegui me ''concentrar'' por que preciso te contar uma coisa.

Arregalei os olhos tirando meu braço de cima dela em seguida, tomei distância e então me sentei de frente para ela. Meu coração disparou assim que vi que seus olhos estavam quase transbordando as lágrimas que ela tentava segurar, ergui minha mão e passei pelo seu rosto.

- Pode confiar em mim, você sabe né?!
- Sim. -soluçou- é que aconteceu uma coisa -disse e então tossiu-
- Conta -disse firme-
- Eu.. Eu estava grávida -disse rápido-

Como assim estava? Não está mais? o que está acontecendo!

-Estava? -perguntei trêmulo-
- Sim estava. Júnior, eu ia te contar já estava tudo pronto mas um dia antes de eu viajar para  cá tive um sangramento e fui par o hospital, ninguém sabia queria que você fosse o primeiro. E então quando cheguei lá me deram a noticia de que eu tive um aborto espontâneo!

Senti meu rosto molhar e em minutos eu estava chorando assim como ela, Rafa se mexeu no banco e então tirou um envelope da bolsa, ergueu sua mão e eu peguei o envelope. Assim que eu abri o mesmo senti como se tivesse levado um tapa no rosto, era uma ecografia, mesmo sendo pequeno já era visível algumas partes do corpo do.. do meu filho! 

- Me desculpa -ela disse entre soluços-
- Quando pretendia me contar? -disse baixo-
- Na hora certa -sei que ela está começando a se magoar comigo-
- Tem quanto tempo? -perguntei e a olhei-
- Três meses -respondeu rápido-

Três meses, meu filho morreu a três meses e eu nem sabia da sua existência. Mas que dor é essa que eu estou sentindo, meu Deus nunca senti nada igual!
Levantei a cabeça e a encarei a mesma me olhava com um olhar de piedade, mordi o lábio inferior e então a abracei o mais forte que eu consegui. Já passamos por tanta coisa mas nunca pensei nisso, nunca. 

- Acha que conseguimos superar isso? -sussurrou contra meu pescoço-
- Sempre conseguimos -disse e então ela sorriu-

**********

1 de jun. de 2015

May 26, 2013



A porta estava quase sendo derrubada pela minha mãe enquanto eu simplesmente a ignorava, cantando alto uma música qualquer. As lágrimas deslizavam pelo meu rosto com rapidez me deixando mais angustiada que o normal! Isso já vinha se repetindo todos os dias desde que me descobriram, quase fui expulsa da faculdade sem contar que minha vida está um inferno, e bom cadê ele? eu não sei.
As pessoas dizem que não deveríamos estar juntos, dizem que somos muito novos para saber sobre o ''para sempre'', mas eles não sabem o que estão falando, sempre foi mais fácil julgar as pessoas do entende-las não?!

- Filha, deixa eu entrar.
- Mãe por favor me deixa, por favor.. -choraminguei-

Funguei e me sentei no chão, prendi a respiração por alguns segundos e soltei assim que ouvi os passos da minha mãe se afastando da porta. Apoiei minha cabeça nos meus joelhos e algumas imagens de hoje a tarde vieram a minha mente, as meninas me empurrando me xingando, nunca fui tão humilhada! Os paparazzi em cima de mim me cegando com aquelas enormes maquinas e eu sozinha sem ninguém. Sempre lidei com isso junto com ele, mas agora que Neymar está na Espanha tudo se  tornou insuportável.

- Amiga, sua mãe está preocupada. Posso entrar?
- Jú.. vai embora -disse entre os soluços-
- Tem certeza? -fiquei em silencio e logo escutei a chave sendo girada-

Minha amiga entrou no quarto com a expressão assustada e eu dei um pequeno sorriso na verdade foi o melhor que eu consegui fazer nesse momento. 

- Mari -passou a mão pelo meu rosto-
- Tudo se tornou insuportável sem ele Jú -solucei e ela me abraçou-
- Tem que superar, vocês terminaram. - ela disse calmamente-
- Aquilo nem se quer foi um termino o empresario dele me ligou dizendo que a gente não poderia mais se ver, que tipo de homem faz isso?
- Um homem que quer fama?! -arqueou a sobrancelha-
- Ele não é assim Juliana, eu o conheço mais do que ninguém.
- Sei que conhece mas ele pode ter mudado amiga, acontece!
- Quase fui espancada em publico, essa situação está horrível. Ele não se pronuncia e eu fico sem saber o que fazer. -ela silenciou-
- Talvez você devesse ligar para ele -acariciou meus cabelos-
- Você acabou de dizer para eu superar -mordi o lábio inferior-
- Eu só quero que você fique bem, poxa! 

Levantei do colo da minha amiga sentando em posição de índio na sua frente, passei a mão pelo rosto limpando as lágrimas que se encontravam ali, virei o rosto e acabei por me olhar no espelho, foi rápido mas pude perceber o quão mau eu estava.

- O que acha de uma festa? - minha amiga disse animada-
- Não estou no clima -me levantei-
- Nunca está Mariana, já tem semanas que isso aconteceu, bola para frente!
- Queria que você sentisse metade do que eu sinto -disse a ignorando-

Girei os calcanhares indo em direção ao meu guarda-roupa, havia algumas cartinhas de fãs para entregar para Neymar ali, tinha algumas dizendo que eram contra ao nosso namoro e pouquíssimas que apoiavam nós, essas eu guardava em outro lugar. Um lugar especial! 

- E então vamos ou não?
- Vai ser a onde? -peguei um vestido claro do armário- 
- Uma boate nova, acabou de inaugurar.
- Vou ver! 

Virei para trás e vi que ela assentia.

- As dez eu passo aqui -caminhou até mim e beijou meu rosto-
- Se cuida -disse e ela gritou um ''pode deixar'' da porta-


[...]

O espelho parecia querer travar uma guerra particular entre mim e ele, já era o terceiro vestido que eu experimentava, ou ficava curto ou apertado. Fiquei na ponta dos pés pegando meu vestido preferido, um azul claro com algumas rendas em baixo, o vesti e então me olhei no espelho. Agora sim!
Corri até o criado-mudo e agarrei minha gargantilha preta a coloquei e soltei os cabelos, calcei os sapatos e finalmente eu estava pronta.

- Estou atrasada -disse para mim mesma-

Saí do meu quarto e tranquei a porta, larguei a bolsa no armarinho do corredor e fui até o banheiro. Sequei as mãos e segurei na maçaneta mas a soltei assim que senti a mesma girando, a porta foi empurrada revelando a imagem do meu ex namorado. Neymar Júnior!
Senti minha boca tremendo e me segurei no balcão, já haviam meses que nós não nos víamos e ele estava tão diferente..

- Oi -disse com um pequeno sorriso-

Sai do meu pequeno transe e então levantei a mão, assim que meus pequenos dedos se chocaram com seu rosto gelado um barulho foi emitido. Dei passos firmes e peguei minha bolsa, coloquei o pé no primeiro degrau da escada e senti meu braço sendo puxado.

- Confesso que esperava muitas coisas de você, menos isso.
- Olha que engraçado eu esperava mais de você e você menos de mim!

Meus punhos estavam cerrados e meu corpo estava todo rijo, eu não podia e nem iria chorar na sua frente, apesar de já estar habituada a fazer isso.

- Nem sei por onde começar -disse ainda me segurando-
- Que tal pela parte que você me deixa -sugeri com ironia- 
- Eu não te deixei Mariana -disse calmo-
- Não? -gargalhei mesmo sem vontade- me desculpa mas o que foi aquilo então? - disse e me soltei dele-

Os meus passos eram tão rápidos que eu sentia que a qualquer momento eu poderia cair e me espatifar.

- Estava passando por um momento difícil Mari, tenta compreender.
- Não me venha falar em compreensão Neymar -quase gritei-

Quando meu corpo se chocou contra a parede eu senti que não haveria festa para mim hoje. Levantei meu olhar e vi que o olhos do garoto a minha frente brilhavam e no canto dos seus olhos pequenas gotas de lágrimas se formavam.

- Me escuta.. -sussurrou contra meus lábios-
- Não tenho que escutar mentiras -disse no mesmo tom-
- Eu nunca menti para você Mari -agarrou meu pescoço-
- Por que foi embora? -disse com a voz chorosa-
- Eu assinei um contrato de bilhões não poderia o quebrar assim.

O empurrei pelo peito e sequei o rosto

- Dinheiro primeiro que amor, não é?
- Não é isso que quero dizer.
- Chega, essa história esta cansativa. Você nem tenta se explicar, não há nenhuma explicação que supra o que você fez. Você fez minha vida ser a melhor de todas mas também fez ela se tornar um inferno em dias, não posso ficar em baixo das suas asas para sempre. Enquanto eu estava sofrendo aqui você estava ganhando a porra do seu dinheiro..
- Mariana queria que você estivesse por dentro do mundo que eu vivo por um dia, sabe quanto essa visita até você me custou?! Creio que não pois não me deixa nem tocar em você. Não pense que foi a única prejudicada dessa história, sabe por quantos dias eu chorei antes de dormir? Sabe por quantas entrevistas eu tive de ir sem você? sabe quantas noites eu rejeitei modelos, atrizes, fãs, de deitar na minha cama? a NOSSA cama.

Suas palavras eram ditas quase que pausadamente fazendo tudo aquilo se tornar pior, bem pior. Apenas fiz sinal negativo com a cabeça e senti mais algumas lágrimas molhar meu rosto.
Me levantei do sofá e caminhei até ele que estava escorado no balcão da mesa, envolvi minhas mãos na sua cintura e apoiei minha cabeça nas suas costas. Podia sentir o quão rápido seu peito se movia mesmo sem o ver sei que ele está chorando.

- Eles não sabem nada sobre nós. -ele disse baixo-
- Se soubessem ficariam com inveja -sorri mesmo estando triste-

O mesmo se virou e só então vi que seus olhos estavam tão vermelhos quanto os meus, sua mão direita acariciou meu rosto e a esquerda me puxou para ele. Nossos lábios por fim se tocaram causando em mim o famoso ''frio na barriga'' aquilo tudo parecia tão novo, mas não era.


[...]

Os olhos verdes de Neymar continuavam observando cada parte descoberta do meu corpo e em partes eu me sentia a menina mais feliz do mundo. Sei que nossa história para os de fora foi uma ilusão mas só nós dois sabemos o que realmente aconteceu, idas e vindas, sorrisos e lágrimas.. 

- No que você está pensando? - selou meus lábios-
- Em nós -me aconcheguei mais nele-
- Hum -sorriu- ainda não acredito que não vamos poder..
- Shh.. pensa assim, que nossa história é tão bonita que não merece ser contada para outras pessoas a não ser nós dois.

Ele deu um grande sorriso e então beijou minha mão que antes estava a acariciar seu rosto.

- Somos como o sol e a lua -disse baixinho- Você sabe a história né?!

Fiz sinal de negação e então ele se virou agora ficando sentado na cama, o mesmo deu pequenas palmadas no quadril pedindo para que eu sentasse ali.

- O sol e a lua viviam um grande amor, mas como o mundo ainda não existia Deus decidiu que o sol iluminaria o mundo de dia e a lua a noite, sendo assim eles teriam que viver separados para sempre. E sabe por que o essa história é linda?! Por que mesmo com todo o poder que o Sol tem, todos os dias ele morre para deixar sua amada brilhar.. -o interrompi-
- Eu sou seu Sol .. - ele me interrompeu-
- Mas amor o sol é o homem -riu pelo nariz-
- Nunca fomos comum mesmo! Eu sou seu Sol e deixo você BRILHAR no Barcelona.. -disse com os olhos fechados como se aquilo fosse uma promessa-
- Eu te amo. - disse e então puxou os lençóis tampando nossas cabeças- 

A noite de 26 de Maio de 2013 recebeu dois títulos; A última e a Melhor  de todas.